|
Historia
de São Gonçalo RJ
São Gonçalo, marcado por
uma grande trajetória e com uma gama de fatos significativos no cenário do
Estado do Rio de Janeiro, foi fundado em 6 de abril de 1579 por Gonçalo
Gonçalves. Em 22 de setembro de 1890, o então Distrito de São Gonçalo é
emancipado politicamente e desmembrado de Niterói. De lá para cá, o
município se desenvolveu consideravelmente.
Em 6 de abril de 1579, o colonizador Gonçalo Gonçalves fundava
São Gonçalo, que era uma sesmaria de sua propriedade. Mais tarde, mandou
edificar a primeira capela, às margens do Rio Guaxindiba, marcando a
colonização da sesmaria, e a Segunda às margens do Rio Imboaçu, com o nome
do santo de sua devoção, São Gonçalo D'Amarante, daí atribuindo-se o nome
ao Município. É nessa data, portanto, que realmente se lançava a pedra
fundamental.

São Gonçalo era habitado, na época, pelos índios Tamoios, cujas
domínios estendiam-se até Angra dos Reis. Seu desmembramento, iniciado no
final do século XVI, foi efetuado pelos jesuítas que, no começo do século
XVII, instalaram uma fazenda na zona conhecida como Colubandê, às margens
da atual RJ-104.
Essas terras foram doadas em sesmaria, ainda na primeira
metade do século, a Gonçalo Gonçalves, que edificou, às margens do Rio
Guaxindiba, uma capela dedicada a São Gonçalo, como marco da colonização.
Em 1646, foi alçada à categoria de paróquia, já que, segundo
registros da época, a localidade-sede ocupava uma área de 52 Km2 , com
aproximadamente 6 mil hab., sendo transformada em freguesia. Visando a
facilidade de comunicação, a sede da sesmaria foi posteriormente
transferida para as margens do Rio Imboaçu, onde foi construída uma
Segunda capela, monumento atualmente restaurado. O conjunto de marcos
históricos remanescentes do século XVII inclui a Fazenda Nossa Senhora da
Boa Esperança, em Ipiíba, e a propriedade do capitão Miguel Frias de
Vasconcelos, no Engenho Pequeno. A capela de São João, Porto do Gradim, e
a Fazenda da Luz, em Itaoca, são lembranças de uma passado colonial em São
Gonçalo.
Em 1860, 30 engenhos já estavam exportando através dos portos
de Guaxindiba, Boaçu, Porto Velho, e Ponta de São Gonçalo. Dessa época, as
fazendas do Engenho Novo e Jacaré (1800), ambas de propriedade do Barão de
São Gonçalo, o Cemitério de Pachecos (1842) e a propriedade do Conde de
Baurepaire Rohan, na Covanca (1820), são os elementos mais importantes.
Em 22 de setembro de 1890, o Distrito de São Gonçalo é
emancipado politicamente e desmembrado de Niterói, através do decreto
estadual nº 124.
Em 1892, o decreto nº 1, de 8 de maio, suprime o município
de São Gonçalo, reincorporando-o a Niterói pelo breve período de sete
meses, sendo restaurado pelo decreto nº 34, de 7 de dezembro do mesmo ano.
Em 1922, o decreto 1797 concede-lhe novamente foros de cidade, revogada no
em 1923, fazendo a cidade baixar à categoria de vila. Finalmente, em 1929,
a Lei nº 2335, de 27 de dezembro, concede a categoria de cidade a todos as
sedes do município.
Topo
|